Atividades
As ações do Outra Visão são estruturadas de forma a conectar a universidade, o sistema de justiça, os estabelecimentos penais e a comunidade escolar. Com base na metodologia dialógica e na horizontalidade, nossas atividades buscam promover espaços de reflexão crítica, intercâmbio de saberes e desconstrução de estigmas sociais.
As ações do Outra Visão são estruturadas de forma a conectar a universidade, o sistema de justiça, os estabelecimentos penais e a comunidade escolar. Com base na metodologia dialógica e na horizontalidade, nossas atividades buscam promover espaços de reflexão crítica, intercâmbio de saberes e desconstrução de estigmas sociais.
Nossa atuação desenvolve-se de maneira contínua por meio de três eixos práticos e integrados:
1.
Cineclubes Interativos
Os Cineclubes funcionam como importantes disparadores para o debate social e acadêmico. Por meio da exibição de produções audiovisuais focadas nas realidades e contradições do cárcere, o projeto promove discussões orientadas em dois ambientes centrais:
Na Rede Pública de Ensino: Realizados em escolas de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) — como o Centro de Ensino Jackson Lago —, os cineclubes pautam temas como direitos humanos, cidadania e criminologia crítica com a comunidade escolar.
Nos Estabelecimentos Penais: Promovidos dentro de unidades prisionais, com atenção especial à Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, estimulando a reflexão compartilhada e a expressão autônoma dos participantes.
2.
Oficinas de Escrita Etnográfica
As Oficinas de Escrita Etnográfica propõem um espaço de produção textual cruzada e correspondência mútua. A dinâmica consiste em articular os escritos gerados nos diferentes eixos do projeto:
De um lado, os estudantes da rede pública de ensino compartilham em redações e cartas as suas percepções e impressões sobre a realidade prisional.
De outro, as pessoas privadas de liberdade custodiadas na UPFEM e egressos descrevem suas vivências, trajetórias e reflexões em primeira pessoa.
Esse intercâmbio de cartas e narrativas permite que o conhecimento sobre a prisão seja construído de forma colaborativa, estimulando a empatia e legitimando o relato dos sujeitos que vivenciam ou vivenciaram o aprisionamento.
3.
Formação Teórica de Facilitadores
A sustentabilidade e o rigor metodológico das ações dependem diretamente da capacitação contínua da equipe responsável pela execução do projeto. Para isso, são realizadas atividades voltadas à comunidade acadêmica:
Reuniões Sistemáticas de Alinhamento: Encontros periódicos de planejamento e avaliação das intervenções práticas, permitindo o acompanhamento logístico das atividades.
Oficinas de Formação: Espaços de discussão teórica voltados para graduandos e pós-graduandos (especialmente das áreas de Direito e Ciências Sociais), preparando os integrantes para o desenvolvimento de estudos teóricos e práticos sensíveis às dinâmicas de poder e controle social.As ações do Outra Visão integram universidade, escolas e prisões em três eixos: Cineclubes, que debatem direitos humanos e realidade carcerária em escolas públicas e unidades prisionais; Oficinas de Escrita Etnográfica, promovendo a troca de cartas entre estudantes e internos; e a Formação Teórica dos facilitadores.





